
O que fazer quando a criança bate a cabeça?
Publicado em 24 de julho / 2024
Ver uma criança cair e bater a cabeça é sempre assustador para os pais. A preocupação é compreensível, pois um trauma na cabeça pode ser perigoso, embora nem sempre seja grave. O primeiro passo é tentar manter a calma.
As perguntas mais comuns que surgem nesses momentos são: A criança pode dormir? Devo levá-la imediatamente ao pronto-socorro? Devo procurar o pediatra primeiro?
Primeiro, é importante entender por que isso acontece com frequência nas crianças. Em especial, as crianças com menos de dois anos correm mais riscos, pois a cabeça é proporcionalmente mais pesada em relação ao corpo. Quando caem, a cabeça tende a bater no chão, aumentando o risco de trauma.
Além disso, crianças pequenas ainda não sabem como se proteger durante a queda – não sabem rolar ou usar as mãos e braços para amortecer o impacto e proteger a cabeça.
É crucial observar sinais de alerta. A presença de qualquer um deles indica a necessidade de avaliação médica. Os sinais são:
- Vômitos
- Imobilidade em alguma parte do corpo
- Perda ou diminuição do nível de consciência
- Dificuldade para andar
- Irritabilidade
- Perda do equilíbrio
- Sangramento no nariz e ouvidos
- Olhos roxos
- Mudanças na respiração (muito lenta ou muito rápida)
- Alteração visual
Se a criança vomitar após bater a cabeça, isso pode ser um sinal de alerta, mas também pode ser uma reação ao susto e nervosismo. O ideal é acalmá-la e observar se há outros sinais de alerta ou se os vômitos persistem. Se os vômitos continuarem, é fundamental procurar atendimento médico para avaliação e possíveis investigações adicionais.
Busque atendimento médico imediatamente nas seguintes situações:
- Quedas de bebês com menos de três meses
- Quedas de crianças com menos de dois anos, de alturas superiores a um metro
- Quedas de crianças com mais de dois anos, de alturas superiores a um metro e meio
- Acidentes de carro, quedas de escadas, quedas mais sérias de bicicleta ou situações com sinais de alerta
Em caso de traumas leves, siga a rotina da criança normalmente, mas fique atento durante o sono. Se a criança dormir mais do que o habitual, acorde-a e verifique se ela responde normalmente. Alterações no padrão de sono ou respiração exigem avaliação médica.
Queda leve: Inspecione se há ferimentos. Limpe-os com água e sabonete e, se houver sangramento, comprima o local por alguns minutos. Se o ferimento for grande ou difícil de controlar, procure avaliação médica.
A formação de um “galo” é comum após o trauma. Faça compressão com gelo picado envolto em um saco plástico por 5 a 10 minutos, evitando contato direto do gelo com a pele. Em casos de hematomas grandes, mesmo sem sinais de alerta, uma avaliação médica é recomendada.
Queda grave: Em caso de quedas graves, acione o serviço de emergência (SAMU ou Resgate) e siga as instruções dos profissionais. Evite mover a criança, a menos que ela esteja em situação de maior risco, como um trauma na cabeça dentro de uma piscina.
O pronto-socorro é o local adequado para atendimento inicial, tanto para casos leves que necessitam de sutura ou avaliação médica, quanto para casos graves.
A segurança em casa pode ser aumentada com algumas medidas simples:
- Evite pisos escorregadios e use tapetes antiderrapantes.
- Impeça que as crianças brinquem em escadas, lugares altos e sacadas.
- Mantenha escadas livres de objetos e coloque grades de proteção em sacadas e janelas.
- Mantenha móveis afastados de janelas para evitar que as crianças subam neles.
- Use protetores nos cantos dos móveis.
- Crianças pequenas não devem dormir em beliches ou camas altas dos pais.
- Instrua as crianças a recolherem os brinquedos após brincarem.
- Não deixe um bebê sozinho.
Ao seguir essas orientações, os riscos de quedas e lesões graves são reduzidos, permitindo que as crianças se divirtam com mais segurança.
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