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fev
2021

Gordofobia na infância: como lidar?
Publicado em 19 de fevereiro / 2021

Há muitos assuntos e situações difíceis que daríamos tudo para nossos pequenos não precisarem passar ou conversar sobre, não é? No entanto, as coisas não funcionam dessa maneira e vários temas complicados acabam entrando em pauta no dia a dia das crianças, um deles é a gordofobia.

Você pode até não saber o que é só pelo nome, mas esse tipo de discriminação é antigo e bastante recorrente em ambientes escolares. É também uma forma de bullying, onde o praticante agride de forma verbal ou física e na maioria das vezes a vítima tem medo de falar para alguém. 

Mas afinal, o que é mesmo gordofobia? Trata-se de um termo utilizado para se referir ao preconceito com pessoas acima do peso, fazendo com que sintam-se inferiores aos outros por conta de serem gordos. 

Essa discriminação pode afetar e causar traumas ao longo de toda a vida de uma criança. Mas também é na infância que podemos reverter esse quadro e educar os pequenos sobre o que é certo a respeito dessa temática.

Mesmo sendo um assunto atual e necessário de se falar, alguns pais ainda não sabem como abordar essa situação. Por isso, trouxemos esse artigo para dar dicas do que fazer e como lidar com a gordofobia na infância.

Ouça e apoie

Seu filho pode ser a vítima ou o agressor, afinal crianças também podem reproduzir o preconceito que observam na sociedade. Um dos segredos para descobrir como andam os pequenos nesse quesito é o diálogo.

Mostrar que está disponível e disposto a ouvir o que seu filho tem a dizer é o primeiro grande passo. Se o seu pequeno sentir que está sendo apoiado, ele sempre terá confiança e segurança para conversar abertamente com você sobre esse e qualquer outro assunto. 

Afinal, a presença e o apoio de alguém nessas horas é fundamental para que ele sinta-se protegido e amparado. E para situações como essa, qualquer palavra de apoio vale, você pode falar coisas como:

“Eu te entendo”

“Eu apoio você”

“Como foi seu dia na escola?”

“Estou aqui para te ouvir”

O mais importante é que você esteja sempre aberto para escutá-lo e passar a confiança que ele precisa. A conversa pode abrir portas para ficar à par de uma situação constrangedora e evitar problemas ou mesmo para ensinar que algum tipo de comportamento é errado. 

Mostre-o que é importante

Um dos pontos afetados pela discriminação com pessoas gordas é a auto estima. A criança se sente impotente, inferior, vulnerável e muitas vezes tem vergonha do próprio corpo. Sem a atenção e o devido apoio, isso pode causar danos psicológicos para o resto da vida. Por isso, tente dizê-la e mostrá-la que ela é especial.

A pior maneira de lidar com a gordofobia é fazendo piada da situação ou até mesmo da aparência. É preciso saber a hora de brincar e ter cuidado com brincadeiras que podem parecer inofensivas. Se o seu filho sofre algum tipo de bullying ou preconceito na escola, a última coisa que ele quer em casa não são ações semelhantes. O ambiente familiar precisa ser acolhedor e protetor, um local onde o pequeno sinta-se à vontade.

Tome medidas necessárias

Além do apoio moral é importante também que ações sejam feitas. Conversar com diretor e professores é a melhor forma de acabar com essa situação toda. Logo após, certifique-se de que não está mais acontecendo. Acompanhe seu filho até a escola sempre que puder e mostre que ele está seguro.

Isso vale também para os pais das crianças que praticam esse tipo de preconceito. Na maioria dos casos o responsável não tem ciência do que acontece ou não sabe lidar. A melhor maneira continua sendo a mesma, converse. Tente ensiná-la o que é certo e o que não é em relação aos seus colegas.

As medidas também são as mesmas: dialogue com o diretor e os professores e peça para que atentem-se aos comportamentos de seu filho. Lembre-se, seja aberto e disposto a ouvi-lo. Muitas vezes as ações refletem situações familiares, seja uma falta de atenção, conversa ou tempo.

A gordofobia pode ser extremamente danosa, então vale perguntar, ensinar e fazer com que a criança cresça respeitando as diferenças e gostando de ser respeitada. A presença e o auxílio dos pais é fundamental nesse processo, então faça sua parte! 

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