Mitos x Verdades: introdução alimentar para os bebês
Publicado em 14 de outubro / 2022
Um momento delicado e repleto de inseguranças, a fase de introdução alimentar deve ser guiada pelo pensamento de que cada criança reage de maneira única a esse momento, portanto os pais precisam aprender a lidar com isso.
Alguns bebês aceitam facilmente qualquer tipo de alimento, já outros possuem certas preferências e também há aqueles que concordam com pouquíssimas variações de comidas.
Diante disso, nos deparamos com muita informação conflitante. É necessário filtrar essas dicas e opiniões a fim de entender qual é o caso que o seu pequeno está enfrentando especificamente e deixar de lado os mitos e crenças sobre esse assunto. Mas afinal, o que é mito ou verdade quando se trata de alimentação?
1. Mito: Comer é fácil e instintivo
O instinto age para que o ser humano se alimente a princípio pelos reflexos primitivos da sucção e deglutição, até que seja possível realizar a tarefa de ingerir alimentos. O ato de comer exige o funcionamento de todos os sistemas e órgãos, além da coordenação do sistema sensorial. Portanto, é complexo.
2. Verdade: Não se deve obrigar a criança a comer tudo que está no prato
É importante ter paciência no horário das refeições, respeitar os sinais de fome e saciedade da criança e evitar comportamentos que possam piorar a situação, como forçar a comer, brigar ou bater e oferecer recompensas, prêmios ou guloseimas como presentes para convencê-la a comer.
3. Mito: Não se pode brincar ou tocar na comida
Brincar e tocar na comida é uma forma que a criança encontra para se aproximar e se acostumarem com diferentes texturas, cheiros, temperaturas, etc. Portanto, mexer nos alimentos faz parte do processo de introdução alimentar.
4. Verdade: Devo oferecer o mesmo alimento várias vezes antes de concluir que o bebê não gosta
A exposição frequente aos alimentos e a criatividade na preparação e apresentação facilita a aceitação durante a introdução alimentar. São necessárias de 8 a 10 exposições ao mesmo alimento antes de concluir que o bebê não gosta.
5. Mito: Se a criança está com fome, ela come qualquer coisa
Se a criança apresentar dificuldade ou recusa alimentar, então isso não se aplica a ela. Nesses casos, o pequeno sente um desconforto enorme ao ingerir alimentos diferentes do que está acostumado, às vezes chega a ser até um sofrimento. Dessa forma, somente a fome não é suficiente para consumir qualquer tipo de comida.
6. Verdade: A dificuldade alimentar vai passar com o tempo
A introdução alimentar é só mais uma fase de desenvolvimento das crianças. Devemos estimular a autonomia alimentar da criança, conforme ela for crescendo, visando uma relação saudável com a comida quando adulto. É claro que nada impede de procurar ajuda especializada caso a recusa alimentar seja muito grave.
7. Mito: Se o pequeno conviver com colegas que comem, vai comer também
É possível que a criança aprenda a se alimentar vendo os outros amiguinhos comerem bem, porém isso só irá acontecer se a criança tiver habilidade e conforto para comer, caso contrário será necessária a intervenção de um profissional.
8. Verdade: Os bebês não podem ter uma alimentação vegetariana ou vegana
A restrição do consumo de peixes, ovos, carnes e laticínios pode provocar deficiências importantes de vitaminas e minerais. Caso seja opção da família manter o vegetarianismo, esses nutrientes deverão ser suplementados sob orientação do pediatra e nutricionista.
9. Mito: As crianças precisam realizar três refeições por dia
O número de refeições ao longo do dia e a quantidade de alimentos oferecidos devem aumentar conforme a criança cresce para suprir suas necessidades. Ao completar 1 ano a criança já deve estar fazendo as principais refeições com a mesma comida do restante da família.
10. Verdade: Leite de vaca não é indicado para bebês menores de 1 ano
O leite de vaca não fornece para a criança todos os nutrientes de que ela necessita. As quantidades excessivas de proteínas, sódio, potássio e cloro do leite de vaca podem sobrecarregar os rins da criança nos primeiros meses de vida.
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