Meu filho tem um amigo imaginário, como lidar?
Publicado em 01 de outubro / 2021
Crianças pequenas geralmente têm uma imaginação bem fértil e por isso podem criar amigos fantasiosos para brincar. Essa é uma situação comum, que os pais devem respeitar, mas também ficar atentos se vier acompanhado de comportamentos atípicos.
Para te ajudar a enfrentar essa fase, trouxemos aqui algumas das principais dúvidas que os pais podem ter sobre como lidar com amigos imaginários. Confira só!
É normal criar amigos imaginários?
Sim. O amigo imaginário normalmente surge entre os 4 e 7 anos de idade. Um estudo do Instituto da Educação em Londres constatou que cerca de 65% das crianças cultivam alguma amizade fantasiosa, e que isso contribui para deixá-las mais articuladas e confiantes.
Esse tipo de relação vem como um reflexo para lacunas de relacionamento, uma forma de entender seus próprios sentimentos ou passar por uma situação de dificuldade, como a separação dos pais ou mudança de escola.
O que fazer se a criança falar desse amigo?
É importante que os pais entrem na brincadeira e não neguem a existência do amigo invisível, afinal a criança pode ficar magoada com essa atitude.
O pequeno pode chamar a atenção para o amigo durante uma refeição em família, por exemplo, e pedir para que a mãe sirva o coleguinha também. Mas essa não é uma regra, pois normalmente a sua presença se manifesta em momentos nos quais a criança está brincando sozinha.
Por quanto tempo o amigo aparece?
O tempo varia, podendo se estender por meses ou anos. Geralmente esse tipo de fantasia começa a desaparecer a partir dos 7 anos. Não existe nenhum grande momento de separação, um dia a criança simplesmente para de falar dele.
Quando o amigo imaginário desaparece é sinal de que a criança não sente mais a necessidade de tê-lo por perto para lidar com alguma situação ou sentimento.
É preciso procurar acompanhamento psicológico?
Depende. A princípio os pais devem observar o comportamento da criança em relação ao amigo imaginário. Se não houver nenhum tipo de mudança repentina no comportamento dela, então significa que não há com o que se preocupar.
Agora, se o pequeno se tornar mais agressivo, começar a se isolar e a evitar os pais, então é necessário buscar ajuda de um profissional para entender o que está acontecendo com ele.
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